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Psicologia Escolar e Educacional: conheça os diferenciais dessa área!

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Psicologia Escolar e Educacional: conheça os diferenciais dessa área!

Quando se fala em Psicologia, o estereótipo mais comum que vem à mente é de um profissional com jaleco branco, de pernas cruzadas em uma sala silenciosa, ouvindo atentamente um paciente deitado em um divã. Mas a multiplicidade de aplicações da Psicologia nos leva muito além desse estigma. O papel da Psicologia Educacional e Escolar na descoberta dos segredos do aprendizado é uma evidência disso.

Em séculos de pesquisas, se percebeu que a aquisição do conhecimento está ligada a inúmeros fatores, como motricidade, interações sociais e apoio afetivo. Estamos falando de uma imensidão de variáveis escondidas nos mais ocultos espaços da mente humana, que um professor, pura e simplesmente, talvez não seja capaz de apreender. E isso faz diferença no resultado.

Cabem aos profissionais da Psicologia Escolar e Educacional entender o modo com o qual a escolaridade afeta o desenvolvimento das crianças/adolescentes. Ele trabalha com pesquisa científica (Psicologia Educacional) para diagnosticar problemas práticos que ocorrem com a profusão de perfis no ambiente escolar (Psicologia Escolar). Entram aqui, portanto, reflexões sobre diversidade cultural e educação inclusiva.

Parece interessante? Hoje você entenderá o que faz esse profissional, onde pode atuar e qual a formação exigida! Confira!

Qual é o contexto prático e legal da Psicologia Educacional e Escolar?

Em um mundo inteiramente digital, a escola só perde em poder de influência para os meios de comunicação, o que aumenta a responsabilidade em trabalhar não somente conhecimento, mas também cidadania, tolerância, respeito e empatia.

Ocorre que a escola e os estudantes são organismos vivos em permanente interação. E o produto desse inter-relacionamento (que envolve linguagens, proximidade afetiva e metodologias de ensino) pode ter resultados positivos em algumas crianças, e negativos em outras. Daí a importância de ter um profissional graduado em Psicologia e pós-graduado em Psicologia Educacional e Escolar dentro da instituição de ensino.

Na esteira da conscientização dessa relevância é que foi aprovada a Lei Federal nº 13.935/2019, que garante a presença de psicólogos(as) nas instituições escolares públicas de educação básica.

Focados no desenvolvimento de projetos para a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem, esses profissionais têm agora, diante de si, um oceano de novas oportunidades de trabalho, com desafios que exigem qualificação sólida para o exercício de uma prática científica de excelência e eticamente sustentada.

Afinal, Psicologia Educacional e Escolar são sinônimos?

Embora semelhantes e intimamente ligadas, Psicologia Educacional e Psicologia Escolar são coisas bem diferentes. Enquanto a primeira se refere a uma área do conhecimento, a segunda diz respeito ao campo de atuação.

Entrando mais a fundo, a Psicologia Educacional é uma subárea teórica da Psicologia, que trabalha os saberes ligados ao processo psíquico de aquisição do conhecimento. Já a Psicologia Escolar é uma subárea aplicada da Psicologia, ou seja, a intervenção prática no ambiente escolar, mediante a aplicação dos conhecimentos da Psicologia Educacional.

Entendeu a razão pela qual, apesar de não serem idênticas, estão inteiramente conectadas? Não há como exercer a prática do psicólogo no contexto educacional (Psicologia Escolar) sem base teórica profunda dos mecanismos cognitivos de aprendizagem (Psicologia Educacional).

Quais as atividades realizadas pelos profissionais da área de Psicologia Educacional e Escolar?

Um profissional especializado em Psicologia Escolar e Educacional pode atuar em inúmeras perspectivas diferentes.

Pesquisa científica do processo de aquisição do saber

Diz respeito às investigações dos impulsos psicológicos na conquista do conhecimento. Fundamental à atuação aplicada do psicólogo escolar.

Colaboração em projetos político-pedagógicos (PPP)

É o documento que norteia a maneira através da qual a escola planeja suas estratégias educacionais e metas de evolução no processo de ensino e aprendizagem.

Mediação na relação “família-escola”

A escola não é um ambiente desconectado de outros campos relacionais dos alunos, especialmente o familiar.

É inegável que, em muitos casos, o nível de envolvimento dos estudantes com a escola e seu comportamento na interação com outros colegas têm relação direta com o núcleo familiar — fato que, caso ignorado pela instituição, pode resultar em um desequilíbrio amplo nas relações e no ambiente de aprendizado.

Nessa perspectiva, o trabalho da Psicologia Educacional com as famílias dos alunos tem sido o principal papel desses profissionais dentro da escola. Essa mediação se expressa por meio de acompanhamento individual, aproximação às famílias em situações de dificuldades comportamentais e aconselhamento em questões como discriminação, bullying, rendimento acadêmico, eventuais impactos do divórcio etc.

Trazer os pais para participarem (e se integrarem) plenamente ao processo de construção do conhecimento (e também de valores) de seus filhos é fundamental no sucesso da escolarização.

Direção escolar

A direção escolar é administradora de recursos e, ao mesmo tempo, de relações humanas. Cabe a esse(a) profissional garantir a perfeita execução das atribuições de cada colaborador, descentralizar responsabilidades, fiscalizar uso dos materiais, controlar a produtividade, além de assegurar, em última linha, a harmonização das relações entre estudantes e profissionais.

Orientação educacional

O especialista em Psicologia Educacional e Escolar tem competências para:

  • identificar eventuais problemas de comportamento ou dificuldades de aprendizagem nos estudantes;
  • oferecer caminhos para aumentar o potencial de aprendizado em cada criança/adolescente;
  • compreender as reações de cada aluno de acordo com suas experiências familiares/sociais;
  • oferecer auxílios aos educadores para ajustar linguagens e dinâmicas em busca da melhor absorção dos conteúdos;
  • auxiliar na criação de um programa de inclusão de estudantes especiais.

Aqui vale a pena fazer um destaque: um erro comum dos profissionais de educação é associar o psicólogo escolar ao contexto de fornecimento de diagnósticos com finalidades terapêuticas, atribuição esta que é, na verdade, função do psicólogo clínico.

O objetivo do psicólogo escolar e educacional é, fundamentalmente, ampliar e democratizar o processo educacional por meio de análises e aplicações específicas ao contexto cognitivo de cada aluno.

Quais são os principais desafios desse profissional?

De forma geral, na educação privada, um dos principais desafios do especialista em Psicologia Educacional e Escolar é conseguir trabalhar com os conceitos da área em um segmento que não está acostumado a lidar com psicólogos no auxílio às práticas pedagógicas.

Esse obstáculo costuma ser vencido gradativamente, por meio de diálogos, bem como pela proposição de ações cuja aplicação se mostre eficaz aos olhos dos próprios professores. Trata-se de um trabalho progressivo de conquista de confiança.

Além dessa possível resistência inicial dos próprios educadores, é preciso que o profissional consiga ultrapassar a barreira de ser um mero assistente social para se tornar um agente ativo no processo de construção coletiva do saber.

Isso passa pela formação de base do profissional, o que reforça a importância de escolher uma faculdade com excelente corpo docente, bem avaliada no ENADE (Exame Nacional do Desempenho Estudantil) e que ofereça um vasto campo de estágios (propiciando o contato do aluno com elementos práticos do curso desde os primeiros períodos).

Já na educação pública, o maior desafio, sem dúvida, é aprender a lidar com as desigualdades sociais profundas, restrições de espaço físico (muitas escolas não têm espaço de escuta), além da previsível rejeição inicial dos docentes servidores públicos (mais resistentes a projetos de mudança).

Mas, paradoxalmente, é exatamente por conta desses desafios específicos da educação básica pública que a magia da Psicologia Escolar e Educacional é mais gratificante nesse contexto. É nesse ambiente, muitas vezes cercado de distorções ambientais, sociais e familiares, que o psicólogo enxergará, de fato, seu poder transformador na sociedade.

Ele será um verdadeiro instrumento de mudança do mundo por meio de direcionamentos psíquicos de reinserção de crianças e adolescentes ao prazer libertador do conhecimento.

Quais são os requisitos para ingressar na área?

Para atuar na área, é preciso ter bacharelado em Psicologia. Entretanto, apenas a formação generalista não joga luz aos aspectos particulares do processo cognitivo de aprendizado no ambiente escolar.

Essa especialização virá apenas com uma pós-graduação em Psicologia Educacional e Escolar, que, além de lançar uma lupa sobre essa subárea do conhecimento, trabalhará em sinergia com a teoria e a prática, muito mais do que é possível fazer na graduação. Toda essa exigência de qualificação é fruto da própria importância que se dá hoje ao psicólogo da educação.

Até a primeira metade do século XX, a atuação do psicólogo na escola se restringia ao aspecto clínico “profissional — aluno”, em que se evitava interferir nas decisões em sala de aula e, portanto, no sistema escolar como um todo.

Os problemas corriqueiros no ambiente escolar, como evasão, repetência, bullying, intolerância à diversidade cultural e diferenças sociais, entretanto, abriram oportunidades que se desse voz aos que sabem, por excelência, que é da fusão das condições sociais, estruturais e psicológicas que se constrói conhecimento e cidadania.

Hoje, a atuação da Psicologia Escolar e Educativa não se limita ao universo particular do aluno, mas a todo o funcionamento da instituição educacional. Isso dá a esse psicólogo um papel-chave no sucesso das políticas pedagógicas. A razão é que, pegando emprestado o ensinamento de Jean Piaget, no mundo atual, não há dúvidas que:

“os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios.”

Não há, portanto, educação completa sem a presença de um profissional da psicologia.

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